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Saudação da Guia Espiritual da Oomoto, por ocasião da Grande Missa de Miroku


5 de maio de 2026

8º ano da Era Reiwa

134º Ano da Fundação da Oomoto


Mi elkore gratulas vin pro la Granda Festo de Miroku. 

Do fundo do coração, felicito-os pela Grande Missa de Miroku.

 

Neste momento, ao sopé do Monte Hongū, no Templo Chōsei-den, cercado pelo brilho dourado das jovens folhas da estação, tive a honra de servir juntamente com todos na Grande Missa de Miroku, que marca o 134º ano da Fundação da Oomoto.

 

Expresso minha sincera gratidão aos convidados, bem como às inúmeras pessoas que vieram de perto e de longe, do Japão e do exterior, e também àqueles que participaram da celebração de forma online.

 

A Grande Missa de Miroku é a grande celebração da primavera na qual rendemos louvores à compassiva e amorosa Grande Divindade Miroku, que desceu a esta terra para salvar toda a humanidade e todos os seres vivos, e oramos pela concretização da Era de Miroku, um mundo de paz e harmonia universal.

 

Ao recordar essa história, voltamos ao dia 3 de março de 1928 (3º ano da era Shōwa), quando o Santo Mestre completou cinquenta e seis anos e sete meses – a idade de Miroku (5/6/7). Nesse momento, a compassiva Grande Divindade Miroku, ancestral divina celestial (Ten-so), desceu ao Takaamahara da Terra para auxiliar nas obras divinas do Fundador (Koku-so), Kunitokotachi-no-Mikoto.

 

Naquele dia, manifestou-se ao Santo Mestre como Miroku Bosatsu (Bodisatva Miroku). Esse foi o início da Grande Missa, que neste ano celebra seu 98º aniversário.

 

Especialmente neste ano, completam-se 80 anos desde a conclusão do sagrado Tsuki-yama-fuji, no Monte Hongū, corpo divino da região de Ayabe Bai-shō-en, e também 80 anos desde a conclusão do Tsuki-no-wa-dai, no Monte Gesshō, em Kameoka Ten’on-kyō.

 

O ano de 1946 (21º ano da era Shōwa), há 80 anos, foi também um período memorável em que, após superar a tempestade de repressão do Segundo Caso Oomoto, que perdurou por dez anos, a Oomoto renasceu de forma renovada. Nesse período de sua vida, já em idade avançada, o Santo Mestre reuniu suas últimas forças e lançou inúmeras bases divinas para as gerações futuras.

 

Após a guerra, em meio às difíceis condições sociais da época, teve início a reconstrução dos dois locais sagrados, completamente destruídos pela repressão, sob a orientação do Santo Mestre. O primeiro passo ocorreu em 3 de março de 1946 (21º ano da era Shōwa), com a construção do Tsuki-yama-fuji.

 

Enquanto as obras avançavam, em maio daquele ano, o Santo Mestre e a Segunda Guia Espiritual realizaram uma peregrinação a Izumo (atual província de Shimane). Após visitarem os locais ligados ao Santo Mestre, incluindo o lugar onde esteve aprisionado durante o Segundo Caso Oomoto, prestaram reverência no Grande Santuário de Izumo.

 

No retorno, abriram o Monte Hachibuse, na província de Hyōgo, e, em 4 de junho (antigo 5º dia do 5º mês), no Tsuki-yama-fuji concluído no cume do Monte Hongū, consagraram não apenas o espírito divino do Monte Fuji, mas também o espírito divino do Monte Hachibuse.

 

Naquela época, além do desgaste acumulado pelos longos anos de encarceramento, o Santo Mestre havia dedicado mais de um ano, até março daquele ano, à produção de mais de três mil tigelas brilhantes (Yōwan), nelas colocando toda a sua energia e espírito.

 

Apesar das longas viagens e de sua saúde debilitada, afirmou:

“Há assuntos que não podem ser resolvidos sem ir a Kishū (atual província de Wakayama)”

e também:

“É necessário abrir os caminhos a partir de Kumano, seguindo as pegadas sagradas de Susanō-no-Mikoto”.

Assim, dirigiu-se a Kishū, que viria a ser o último local de sua peregrinação em vida.

 

Essa jornada seguiu o mesmo percurso da antiga narrativa divina na qual Susanō-no-Mikoto, após descer a Izumo nos tempos míticos, derrotou o espírito maligno da serpente de oito cabeças (Yamata-no-Orochi), obteve a espada celestial Ame-no-Murakumo-no-Tsurugi e a ofereceu à divindade Amaterasu-Ōmikami.

 

Posteriormente, consagrou sua mãe, Izanami-no-Mikoto, no Monte Hongū em Ayabe, e dirigiu-se a Kumano, em Kishū,onde abriu e desenvolveu as terras do Japão, plantou árvores e dedicou-se ao florescimento da cultura, incluindo vestuário, alimentação e moradia.

 

Neste ano tão significativo, visitei Izumo nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, e de 21 a 23 de março peregrinei por Kishū. Durante essas jornadas, procurei recordar e meditar sobre os sentimentos do Santo Mestre e da Segunda Guia Espiritual de 80 anos atrás.

 

Izumo é o palco mítico onde habitam as divindades, considerado uma terra de missão pioneira e de obras inaugurais. Para mim também, Izumo é uma terra de profundas recordações. Em julho de 2001 (13º ano da era Heisei), pouco após assumir a missão de Guia Espiritual, aquele foi o primeiro local de minha peregrinação oficial. Ali participei da celebração do centenário da Missão do Fogo e do Uta Matsuri, tornando-se para mim uma terra de partida e de memória.

 

Os Três Grandes Santuários de Kumano também constituem uma terra sagrada cercada por montanhas profundas, preservando ainda hoje a atmosfera dos tempos míticos. Desde a antiguidade, são conhecidos como a “terra da ressurreição das almas”. Possuem profunda ligação espiritual com Ayabe e constituem um lugar puro de cura, onde se pode sentir a respiração dos espíritos das árvores.

 

Visitei Izumo e depois Kumano, seguindo com devoção os passos do Santo Mestre e da Segunda Guia Espiritual. Ao olhar para trás, sinto que ter sido conduzida a esses lugares justamente neste período de grande confusão mundial não foi mero acaso, mas algo inevitável dentro do plano divino.

 

Diante desses dois locais sagrados, elevei minhas preces para que cessem todos os conflitos no mundo, para que a humanidade possa recuperar sua alma original e para que um novo passo seja dado em direção a um mundo de harmonia e convivência entre todos os seres vivos.

 

Após retornar de Kumano, no dia 31 de março, por ocasião da cerimônia anual em memória da Segunda Guia Espiritual, realizou-se o ritual de Jichin-sai (cerimônia de purificação e início das obras do Santuário Ayahata) em Ayahata-daira. Na ocasião, recebemos de forma extraordinária a presença de 567 pessoas – número associado a Miroku – vindas de diversas regiões do país, algo pelo qual me sinto profundamente agradecida.

 

No ritual de Jichin-sai realizado desta vez, recebemos a grande purificação dos elementos vento, água e fogo. E, durante a oferenda da dança ao som do Aizen-ondo, no local da construção do Santuário Ayahata – destinado a acolher a divindade Wakahimegimi-no-Mikoto, que tece os vínculos da união mundial – senti como se nos fosse mostrado um protótipo da Era de Miroku, na qual todos vivem em harmonia ao redor da divindade.

 

Também senti como se nos fosse revelado que, mesmo após chuvas intensas e fortes ventos, o céu inevitavelmente voltará a se abrir.

 

No livro sagrado Izunome Shinyu há a seguinte revelação:

 

Quando o santuário do Monte Hongū se erguer, compreender-se-á o profundo vínculo de Kuki-Ōsumi-no-Kami e tornar-se-á claro o plano divino de Ushitora-no-Konjin. Então, a noite se dissipará e surgirá a proteção do Nascer do Sol, cumprindo-se magnificamente a Era Divina de Miroku.

 

Conforme foi revelado, já se passaram mais de trinta anos desde que o santuário do Monte Hongū foi concluído como Chōsei-den. Nesse período, a terra profundamente ligada à família Kuki de Kumano tornou-se também uma terra sagrada da Oomoto e, com o avanço do plano divino de Ushitora-no-Konjin, a construção do Santuário Ayahata entrará plenamente em nova etapa a partir de junho.

 

Ao mesmo tempo, enquanto o mundo continua a mudar vertiginosamente a cada dia, é possível que surjam diversas interferências e obstáculos nas importantes obras divinas, incluindo a construção do santuário.

 

Contudo, tanto as grandes dificuldades que surgem no mundo quanto as inúmeras provações que recaem sobre nós são, na verdade, experiências destinadas ao aprimoramento da alma. Cada um recebe um campo de prática para o aperfeiçoamento espiritual.

 

Ao nos harmonizarmos com a terra e a natureza, podemos compreender um pouco mais do coração divino. Devemos valorizar as pessoas com quem compartilhamos vínculos e, em direção à concretização da declaração divina da Realização da Era de Miroku, purificar cada vez mais corpo e espírito.

 

Assim, unidos em um só coração e cooperando mutuamente, desejo que possamos seguir avançando, passo a passo.

 

Avançar somente,

apenas com um só coração avançar,

este é o caminho da Oomoto do espírito positivo.

(Uta do Santo Mestre)

 

Agradeço profundamente pela presença e participação de todos nesta cerimônia.

 

5 de maio de 2026 (8º da Era Reiwa)

Guia Espiritual da Oomoto

Kurenai DEGUCHI

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